12.6.09
Love is in the air...
(blé)

Diálogo ocorrido ontem:

- Filha, tu tens certeza de que amanhã não tem mesmo aula?
- Tenho, maminha. Tá aqui na agenda, ó: feriado escolar.
- Mas fe-ri-a-do? A troco de quê?
- Ué, mãe, é Dia dos Namorados e as profes querem namorar.
Aí a guriazinha me olha com aquele olhar sem-vergonha que eu não sei a quem ela puxou, e com uma voz a la Elza Soares, cantarola na maior cara-de-pau: As professoras também fazem... e cai na gargalhada.



Gente, eu acho que criei um monstro. o.O



Em homenagem à Laurita e a todos aqueles que "farão" no dia de hoje, segue o clipe (com desenhos do Angeli) da versão do Chico Buarque e da Elza Soares pra música Let’s do it, da Ella Fitzgerald.




Publicado às 22:17 :: Diga algo, se achar que deve:




30.5.09
Trinta e dois

Estranho, pois eu lembro e-xa-ta-men-te onde eu estava há doze anos atrás e como foi aquele aniversário.
Vou lembrar sempre.
Ano passado? Sei lá. Em casa, como todos os outros. Todos, exceto aquele.

***

Amanhã será dia de visitas. Já assei dois pães-de-ló (tá certo?) e a torta será de pêssego. Porque eu quero assim, ora bolas.
Na sala, um amontoado de roupas por dobrar. De duas semanas, eu acho.
Na cozinha, a pia transborda louças sujas. Não lavei hoje. Não lavei ontem. Anteontem já nem sei.
Poeira acumulada. Mofo no banheiro. Peciso lavar as cortinas.


***

Amanhã já é. Eu nem percebi. Passam das duas, veja só.
Tanta coisa por fazer e eu aqui: bebendo Martini num copo de requeijão e escrevendo num blogue moribundo.
Vida patética. Será?
Mas, tudo bem (tudo bem, tudo bem). Para tudo há de existir uma boa desculpa. E, as que não existirem, eu invento.


***

Eu quero ganhar uma girafa de pelúcia. E tem que ser ganhada, compreende? Não compro, não quero. Tem que ser presente.
Mas... alguém perguntou mesmo o que eu queria? Ah, não. Claro que não.


***


Vou dormir.
Preciso.
Meu corpo pede descanso (pra ele eu dou, pra alma é que tá difícil).




margo channing, diva.




Parabéns (?) para mim / nesta data querida / etecétera etecétera.
Publicado às 02:09 :: Diga algo, se achar que deve:




26.5.09
A carta

Aconteceu há umas duas semanas. Cheguei do trabalho cansada, quase duas horas no ônibus, aquela mesma ladainha de sempre. Minha mãe me conta que o carteiro passou por aqui, dizendo que tinha uma coisa (?) pra mim, mas que ela não poderia recebê-la. Na hora fiquei até um pouco curiosa, mas sabe como é, a correria cotidiana, a cabeça cheia de preocupações, a nova obsessão-repentina-e-temporária (fazer cachecóis de tricô), as desilusões/decepções com a humanidade em geral e acabei apagando completamente o acontecido da minha memória.
Aí, na última segunda, chego cansada e biririboróró, minha mãe me mostra um aviso de chegada dos correios, com um carimbo gigantesco contendo a mensagem "SOMENTE O PRÓPRIO DESTINATÁRIO" (assim mesmo, em maiúsculas, pra assustar bem a pessoa que, assim como eu, por qualquer coisinha tem um "ataque de nervos". No mesmo aviso, o horário de funcionamento da agência de Alvorada City : 9 às 12 - 14 às 17, ou seja, impossibilidade total de comparecimento para uma pobre trabalhadora que bate cartão e tem horário a cumprir.
No dia seguinte, liguei para o número constante no aviso, afim de buscar as informações necessárias para emitir uma autorização para que alguém pudesse retirar a tal "coisa" em meu lugar. Para minha surpresa, a simpática atendente, munida de todo o seu eloquente gerundismo, respondeu-me que eu "não poderia estar autorizando terceiros por tratar-se de uma correspondência MP" (como se eu fosse obrigada a saber o significado de tal sigla). Eu, com toda calma e paciência, pedi que ela me traduzisse a colocação e, então, consegui descobrir que MP siginifica "mão própria" (duh), ou seja, na linguagem dos correios, só eu mesma poderia retirar a tal coisa, ainda que para isso precisasse pedir dispensa no trabalho. Perguntei ainda se ela poderia ao menos me informar quem era o remetente e, lógico, ela respondeu apenas que "não poderia estar me informando mais nada".
Deste momento até a fatídica hora em que abri a coisa, passei a ser uma pilha de nervos ambulante. Literalmente. Negociei com minha chefe e combinamos que eu sairia mais cedo na terça, pra desvendar o mistério da "correspondência MP".
Minha cabeça, que de saudável não tem muita coisa há eras, se pôs a formular as mais mirabolantes hipóteses. Cheguei ao ponto, inclusive, de anotar numa cadernetinha todas as prováveis causas para o envio do aviso de chegada da coisa. Suposições do tipo:
* Alguma alma caridosa, aproveitando-se da proximidade do meu aniversário, poderia ter me enviado um cheque pra, quem sabe, eu comprar um agradinho qualquer em comemoração à data. (hahaha, parece piada, mas eu pensei isso SIM).
* O Banco ****, pra quem eu devo uns dinheiros, talvez quisesse me cobrar judicialmente e sequestrar todos meus bens. (quais?).
* Meu ex-marido-bancário-mauricinho-que-pensa-que-é-o-tal poderia estar pedindo a guarda da Laurita. (ridículo, mas ele já ameaçou uma vez.)
* Seria uma convocação pra algum concurso público no qual eu passei e já nem lembrava mais? (REFAP?)
* Aquela revista que publicou uma história minha no ano passado poderia, sei lá, ter me mandado mais um vale-postal bônus. (quem sabe?)
* Algo relacionado ao Poemas no ônibus? (ficaram de me enviar um certificado, poderia até ser).
* Alguma promoção (goiabinha?) que eu tenha me inscrito e sido sorteada? (afinal, me entupi destes biscoitos só pra participar com vários códigos.)
* Uma carta do SBT me chamando pra participar do Programa Sílvio Santos? (é, eu me inscrevi. :P)
* Etecétera, etecétera, etecétera.

No ônibus, a caminho da agência dos correios, repassei mentalmente dezenas de vezes a listinha e ainda fui capaz de imaginar outras tantas possibilidades. Os nervos à flor da pele, a cabeça explodindo, um zunido terrível nos ouvidos, as mãos geladas, o coração descompassado, o suor frio, a tremedeira tomando conta. Mais parecia um ataque de síndrome do pânico ou algo que o valha. Desci e, caminhando na rua, parecia flutuar, não sentia nem o chão debaixo dos meus pés.
Chegando no balcão, toquei a campainha. A atendente parecia andar em câmera lenta vindo lá do final de uma sala bagunçada e cheia de papéis. Entreguei o aviso que me dava direito a retirar a coisa. Pediu minha identidade, entrou em um corredor que parecia sem fim e cada segundo transcorreu como se fosse uma hora de agonia. Veio, afinal, lá de dentro segurando um envelope branco carimbado como "Posta restante". Pegou minha assinatura numa espécie de protocolo de entrega e - finalmente - eu tive a coisa em minhas mãos.
Qual não foi a minha decepção ao ler, ainda do lado de fora do envelope, “Estado do Rio Grande do Sul – Poder Judiciário – Vara Cível do Foro blábláblá. Matei na hora a charada. A coisa, que tão ansiosa me deixou, que me fez ter ataques de pânico, que me levou a sonhar com presentes, concursos, prêmios, um cargo público e até com o Sílvio Santos, nada mais era do que uma intimação judicial para depor como testemunha num processo aí, envolvendo pessoas com quem convivi bastante há alguns anos atrás e das quais uma delas, "não honrou com seus compromissos", por assim dizer.

Daquelas coisas que, como eu costumo dizer, parece que só acontecem comigo. Mesmo.
:S
Publicado às 22:52 :: Diga algo, se achar que deve:




14.4.09
Marcas

São sete horas da manhã de um dia qualquer de abril. No ônibus, a caminho do trabalho, as lágrimas escorrem por detrás das enormes lentes cor-de-vinho do óculos de sol. Pego a caneta, o bloco de anotações e escrevo.

Tenho pensado na diferença, no contraste entre aquilo que se aparenta, o que se pensa e o que se é realmente.
Quando alguém vê o hematoma no teu braço e pergunta “ Você apanhou de alguém?” quer realmente saber o que aconteceu, o porquê da mancha roxo-amarelo-esverdeada? Ele não te entende, nem se esforça para tanto. Pergunta como se fosse um dever. Quer satisfazer a curiosidade inerente ao ser humano e nada mais.
E você, quando responde: “Me pegaram de jeito”, dando a entender que talvez a marca seja fruto de um episódio de sexo selvagem, e dá aquele sorrisinho irônico pra confundir quer, na verdade, fazer com que o outro acredite naquilo que você gostaria que tivesse acontecido. E se esforça, e se empenha tanto na teatralidade que, de repente, também vira espectador da sua própria mentira.
E a representação é tão convincente que, quando lembra o que aconteceu para que o hematoma esteja ali, visível, chamando a atenção, a realidade parece distante, muito mais do que deveria. Você sabe que não é certo mas, invariavelmente, é assim que acontece.
E, porque você vive deste teatro, acaba por vezes já não sabendo o que é real. Não distingue a verdade dos outros da sua própria verdade. A dor no corpo alivia a dor na alma, mas as marcas ficam e tudo acaba voltando, sempre.
O tempo passa; as pessoas, dores, motivos, cenários mudam, mas o conflito permanece. Ele repousa, hiberna às vezes e, quando desperta, traz consigo tudo outra vez. Você conclui que anda em círculos, volta e meia percebe-se na mesma situação e, de repente, já não consegue mais encontrar saída.
Você resolve cuspir, vomitar, de qualquer forma colocar pra fora tudo o que te atormenta, ainda que não da melhor maneira, mas da maneira que te é possível, que está ao teu alcance. Já não espera ajuda, nem compreensão. Já não espera nada.

Então alguém que pensa que te conhece diz que tua vida renderia um livro, um filme, uma boa estória ou algo que o valha; mas você sabe que ela é, na verdade, uma peça de teatro onde o ator principal - você - está preso. Para sempre.
Publicado às 16:43 :: Diga algo, se achar que deve:




26.3.09
O rato

Exausta. Outro dia daqueles. Mal tivera tempo pro almoço, cada vez mais e mais trabalho. Até tarde no escritório, depois ainda passar no supermercado antes de enfrentar uma hora no ônibus. Maldito trânsito, malditas obras que nunca terminam, maldita pobreza que a cada dia parece mais e mais impregnada na minha pele, na minha vida, na minha alma. A viagem equilibrando sacolas no colo, os fones de ouvido no volume máximo, evitar conversas alheias, você sabe bem.
Desço, atravesso a rua e subo em direção ao merecido descanso. Pensando na falta de tempo para tantas tarefas no escritório, na falta de dinheiro, de esperança, de vontade de seguir em frente. De súbito, dou com o rato ali, aos meus pés. Não um rato propriamente dito, mas aquilo que um dia o fora. Uma bola de pelos desfigurada, esmagada, já cheirando à carniça.
E, naquela fração de segundo, trocamos de lugar, eu e o rato. Porque é assim que tenho me sentido, uma ratazana de esgoto, criatura marginal. E penso o quão triste é a vida de tal ser, repugnante, rejeitado, verdadeira praga, peste, fuça gelada odiada do nascimento à morte e que, de repente, já não existe, já não é nada além de uma bola de pelos esmagada no meio da rua, da qual os passantes apenas desviam sem dispensar sequer míseros segundos de atenção.
E, ao mesmo tempo em que me dou conta da efemeridade da existência do rato, lembro que a vida segue, que eu e a rotina temos encontro marcado todos os dias; que amanhã e depois e depois, descendo rumo ao trabalho ou subindo em direção ao descanso, tantos outros ratos e pestes e pragas e bolas de pelo desfiguradas cruzarão meu caminho; e que talvez eu os pise ou chute ou desvie ou me comova, ou até, quem sabe, escreva algumas linhas em homenagem ao pequeno roedor, criatura de Deus, meu semelhante.


***


Eu sumo, mas sempre volto. Sempre.

Agradeço aos que continuaram passando por aqui durante estes longos meses de hiato.

;)
Publicado às 17:33 :: Diga algo, se achar que deve:




17.11.08
TRÊS VEZES

não é desejo, nem é saudade
sinceramente, nem é verdade
eu sei porque você fugiu
mas não consigo entender

(Legião Urbana - L'Aventura)

Três vezes. Passou por mim sem me olhar. Aquela mesma postura de sempre: a cabeça baixa, o olhar fixo no chão.
Fosse uma vez, tudo bem. Até duas. Mas três vezes no mesmo dia, em menos de quinze minutos, era inconcebível.
Três vezes, sem sequer um "oi". Insosso que fosse, mas nem.
Mas tudo bem, eu sei que foi há eras o nosso affair e que nem foi assim tão marcante ou longo ou inesquecível.
E também, eu mudei tanto... Esse cabelo num tom louro a cada dia mais claro, os óculos escuros maiores do que a cara, uma camiseta preta que em nada ajudava a me destacar na multidão. (Claro, claro. Se eu fosse mesmo procurar desculpas, as encontraria aos montes.)
Talvez o grau dos teus óculos já não seja suficiente, talvez não tenhas mesmo me reconhecido, talvez não tenhas sequer me visto, embora tenhamos quase nos esbarrado por três vezes em menos de quinze minutos.
Eu te vi bem, e te reconheceria em qualquer lugar. Aquele cabelo farto e emaranhado, o rosto sem beleza marcante mas que tanto me chamou a atenção um dia. A camiseta amarela prendeu meu olhar e, mesmo sem ela, eu te reconheceria sempre.
Eu sei, o provável é que tua fingida indiferença fosse mesmo medo, não de mim, não do passado, nem de nada deste tipo. Um medo facilmente detectado e plenamente explicado pela cara de poucos amigos da bonita namoradinha que te carregava pelo braço.

* inteiramente dedicado ao moço de camisa amarela e ao (des)encontro de dias atrás.
Publicado às 17:45 :: Diga algo, se achar que deve:




14.11.08
FIM DE FEIRA

ói a xêpa!

E acabou que não fiz nenhuma das duas oficinas que eu queria.
Da primeira, desisti antes da inscrição. Por pura preguiça. Da segunda, após a primeira aula. Não que o assunto fosse desinteressante ou tedioso, justamente o contrário. Mas sei lá. Me senti com-ple-ta-men-te deslocada em meio a uma porção de gente com um vaaaaaasto conhecimento de Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto e Vinícius de Moraes e outros tantos autores de quem li pouquíssimos textos. Coisas da vida, diria alguém.

O final da Feira se aproxima (dia 16, domingo) e eu já sinto saudades. Já escrevi em algum lugar sobre meu "caso de amor" com as duas melhores semanas pra se estar em Porto Alegre. E continuo apostando nisso. Amo amo amo passear pelos corredores abarrotados de gente. Vasculhar balaios. Participar de oficinas e eventos literários. Assistir palestras, encenações e até a contação de estórias da área infantil. Caso este que iniciou em 1988, quando venci um Concurso Literário na escola que me deu direito a escolha de um livro.
A Laurita, por sinal, já segue meus passos. Gosta de estar pelo Cais e pela Praça da Alfândega tanto quanto eu. Tem pilhas de livros e já é um dos "destaques literários" da segunda série. (Mãe coruja mode on)

Domingo estaremos por lá pra nos despedirmos da função toda e, de quebra, prestigiar um showzinho bacana que rola no final da tarde ali pelo centro mesmo. Ó, o serviço:

Quando? DOMINGO, 16/11, 17HS
Onde? CENTRO CULTURAL CIA DAS ARTES (Andradas, 1780)
O que? show com as bandas ZERODOZE, ALCAPHONES, 10KPNR e MORGAN LE FEMME
Quanto? o ingresso é liberado mediante a doação de 1 livro usado (e vale até gibi!)

Neste, até minha avó vai.
;)
Publicado às 16:36 :: Diga algo, se achar que deve:




6.11.08
EU NÃO SEI FAZER POESIA...

... mas eu faço. E ainda consigo vencer um concurso, veja bem.
Pois é, rapeize. No ano que vem, milhares de porto-alegrenses terão diariamente a companhia dos meus versos afixados nas janelas dos coletivos da capital.
É com grande honra e alegria que informo aos prezados leitores que ainda não me abandonaram (e sou grata por isso) que meu poeminha livremente inspirado em A Pequena Loja dos Horrores e talvez em alguma música da Legião Urbana foi um dos quarenta e nove selecionados na 17ª Edição do Concurso Poemas no Ônibus e no Trem.
Digo que isso realmente me animou a retomar antigos projetos abandonados.
Acho que desta vez, vai. Porque histórias pra contar, eu tenho. Só me falta-me a inspiração.

;)
Publicado às 10:11 :: Diga algo, se achar que deve:




27.10.08
CALA A BOCA, MAGDA!

Nós somos tão modernos
Só não somos sinceros
Nos escondemos mais e mais
É só questão de idade
Passando dessa fase
Tanto fez e tanto faz.

(Legião Urbana - A Dança)



Sinto-me péssima.
A mais fútil das mulherzinhas, se é que você me entende.

A culpa é desta tintura, um louro mais claro a cada aplicação, que muito provavelmente ande corroendo alguns dos meus neurônios. Ou um novo surto de crise tardia de adolescência, ou algo que o valha.

Explico:
O caso é que há um certo fulano, pra variar. Não faz absolutamente o meu tipo. Mas me atrai inexplicavelmente. No começo, eu não dava a mínima. Não mesmo. Mas de uma hora pra outra, plim. A indiferença transformada de repente em um misto de desejo e repulsa. E isso tem mexido demais comigo. Muito mais do que deveria, aliás.
E o terrível incidente deu-se hoje cedo. Antes das oito da manhã.
Ele: - Bom dia! Como foi o fíndi?
Eu: - Pfffffffff. Com aquela chuva, não fiz quase nada.
Ele: - Pois eu passei os dois dias lavando roupa.
Eu: - Ah é? E secou? (duh)
Ele: - Sim, na secadora.
Eu: (cara de tacho) - Também lavei roupa. Aproveitei pra estender domingo de tardezinha, quando a chuva parou. Mas não secou, então deixei no varal. Quando voltou a chover mais tarde, acabei não recolhendo e agora vou ter que lavar outra vez.
Ele: - E não recolheu por que?
Eu: (balançando os cabelos) - Pra não estragar a chapinha. (I-D-I-O-T-A³)
Ele: - Prefere lavar a roupa de novo a estragar o cabelo?
Eu: - Sim, colocar na máquina é bem menos trabalhoso do que alisar isso aqui.

Na hora, nem me toquei. Agora, lembrando, me sinto como o piázinho daquele filme (não lembro qual, algum sobre paixonites pré-adolescentes) que quando chegava perto da guria que ele tava afim não conseguia falar uma frase coerente. Ou falava merda, ou vomitava. E, cá entre nós, minha colocação pra lá de infeliz foi ainda pior do que isso.

Na verdade, na hora da chuva, eu tava era sozinha na cama pensando no quanto seria bom estar acompanhada justamente pelo tal fulano. Nem lembrei das roupas na rua. Mas e eu ia dizer isso? Beeeeem capaz!

A sorte é que a atração é bem mais física do que afetiva. E, nesse caso, se não rolar, tudo bem.
Se ele quiser mesmo seguir pensando que eu sou assim, fútil e burra (quando sou apenas desajeitada), dane-se.
Né?



****



A 54ª Feira do Livro de Porto Alegre inicia na próxima sexta (31).
Dá pra ver a programação completa clicando aqui.
Eu já escolhi duas oficinas (são poucas as que pobres trabalhadores podem participar, já que os horários são incompatíveis com a jornada normal de trabalho) e esforçar-me-ei (affff) para garantir vaga.
Vejo alguns de vocês por lá (ou não).

Hasta
Publicado às 15:51 :: Diga algo, se achar que deve:




16.10.08
NADA É PARA SEMPRE.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.

(Legião Urbana - Sereníssima)


Foram meses sem ataques súbitos de fúria, sem externar raiva, sem aparentar descontrole.
Eu sabia. Quando caísse a gota d´água fatal, o copo transbordaria feio, a ponto de resultar numa inundação desgovernada. Não poderia ser diferente.


Era um sábado assim, nublado, nem quente nem frio. Aquela chuvinha de molhar bobo, indo e voltando. Dia perfeito pra não fazer nada. Mas, né. Eu tinha que inventar. Tinha. E resolvi mudar os móveis do quarto de lugar. Sozinha.
Eu tinha o guarda-roupas há uns nove anos. Comprei quando tava grávida, se bem me lembro. Marquinha vagaba, mas dava pro gasto. Não durou muito inteiro: duas portas caídas, as gavetas tortas, puxadores quebrados. E eu protelando: "Quando vier um aumento, quando eu receber o décimo-terceiro, quando eu ganhar na loteria..." e o tempo passando.
Esvaziei (e só Deus sabe como cabia tanta tralha lá dentro). E pus-me a empurrar. Nheeeeeeeeeem (onomatopéias são divertidas). E caíram as prateleiras. Nheeeeeeeeeeem. E desandaram as laterais.
E eu, munida de toda a tranqüilidade do mundo, fui até a caixa de ferramentas. Busquei o martelo. E adeus guarda-roupas. Partes e peças voaram pela janela. E a sensação, depois de tudo terminado, foi indescritivelmente prazerosa. Mas, como tudo o que é bom, durou pouco.
Agora roupas e casacos e fotos e documentos e cobertores e edredons e toalhas de banho e toda sorte de tralhas inimagináveis espalham-se pela sala, pela cozinha, pelo quarto da Laurita... A casa, que já era pequena, ficou minúscula diante de tanta bagunça.

E eu não ganhei "aquele" aumento, meu décimo-terceiro está mais do que comprometido com as dívidas e não jogo na loteria há séculos. Mas obriguei-me a aumentar o rol dos meus credores. Dez vezes sem juros. Me atirei. Chegou ontem lá em casa, mas o montador só vai no sábado. Enquanto isso, a desordem reina absoluta.




Bem que poderia ter um outro mundo dentro do meu também...





Ah, já ia esquecendo, Além do prejuízo financeiro, ainda consegui um belo "mau-jeito" na região dorsal. Passei um dia inteiro sem conseguir sentar/levantar sozinha e praticamente uma semana abaixo de relaxante muscular e pomada de uso veterinário (?!!!). Das coisas que só acontecem comigo.


No mais, tudo segue em ordem. Ou quase isso.
Apareço assim que possível. Prometo.

:D
Publicado às 11:39 :: Diga algo, se achar que deve:




18.9.08
BLÁBLÁBLÁ (ou: não tenho a mínima idéia de título pra este post)

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades.

(Meu caro amigo - Chico Buarque)


Buenas, cá estou.
E é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tantas mudanças, a correria de todos os dias, a vida passando cada vez mais e mais depressa, que eu realmente já não sei o que escrever por aqui quando abro o editor de textos.
Não que eu tenha mudado, a questão não é bem essa. Mas o trabalho tem me absorvido de verdade. Sabe, ainda está looonge de ser o que eu preciso (financeiramente), mas ao menos dá pra ter alguma expectativa, observando a evolução de alguns dos funcionários. Beeeeeem o contrário do meu emprego anterior, diga-se de passagem, onde um capataz semi-analfabeto tinha um salário duas vezes e meia maior do que o meu, com minha formação e cursos e experiência e etc. Não desejo mal ao meu ex-chefe, longe disso. Só acho que ele deveria aprender a valorizar as pessoas certas.

---

Uma das novidades é que estou fazendo musculação. Não pra ficar bombada, mas né... Três ponto um pegando. A Lei da Gravidade não perdoa, colega. Sempre o-d-i-e-i ambiente de academia e tal, mas acabei cedendo. Só não sei até quando dura.


---

Há questão de três semanas, fui assaltada. Sete e meia da noite, praticamente na esquina de casa. Aquele mesmo esquema que eu já tive o desprazer de conhecer há uns anos atrás exatamente no mesmo local: dois caras de moto, capacete, te abordam e era isso. Desta vez tavam armados, ainda por cima. E lá se foi minha maxi-bolsa preferida com tudo que tinha nela. E toooodo aquele estresse de cancelar cartões, refazer documentos, etc, etc, etc.
O pior foi o atendente da delegacia na hora de registrar o BO: "Faz tempo que nós tentamos pegar esses caras. Eles atacam sempre do mesmo jeito." Não preciso nem dizer que a observação tremendamente infeliz me deixou ainda mais irritada. Sem comentários.
Agora é pânico diário no trajeto da parada de ônibus até minha casa. Tenho tremores e tonturas ao ouvir barulho de moto. Torço pelo horário de verão, porque ao menos com dia claro talvez eu sinta um pouco menos de medo.
E a Prefeitura de Alvorada que tome uma providência em relação à segurança, porque tá cada vez mais difícil morar na "Capital da Solidariedade".


---

Laurita está ótima. Minha princesa a cada dia está mais moça e dentro em breve terei uma pré-adolescente dentro de casa.
E, de resto, a vida continua. Cada vez mais corrida... mas a gente vai levando.


;)
Publicado às 17:06 :: Diga algo, se achar que deve:




10.8.08
FRIO, CHOCOLATE E NOVIDADES

Estou em Gramado. Aliás, estamos. Eu e a Laurita.
Chegamos sexta, por volta das 23:00. No táxi, a caminho do hotel, avistei o termômetro perto do Belvedere do Quilombo marcando -3°C. TRÊS GRAUS NEGATIVOS! Acho que foi a temperatura mais baixa que já presenciei nos meus (cof) trinta e um anos de vida. Mesmo sendo o terceiro ano consecutivo em que desfrutamos de "mini-férias" por aqui, o frio de verdade ainda não nos tinha dado as caras.
Ontem de manhã, andamos de pedalinho no Lago Negro... coisa linda de se ver as pedrinhas de gelo boiando na água! A geada cobrindo tudo... só faltou a neve.
Uma pena que tudo o que é bom dura pouco. Infelizmente, retornaremos hoje à Alvorada City.
Laurita, além dos passeios, volta ainda com uma bela lembrança: conhecemos a Lili Aragão (a filhinha do Renato). Uma fofa! Minha pequena tá toda orgulhosa com a foto que tiraram juntas.
:)

--

Tou sumida da internet por conta do meu novo emprego. Ando super atarefada, mas isto tem sido ótimo. Tou trabalhando num lugar legal, com atribuições pertinentes à minha experiência e meus conhecimentos profissionais e com um salário e benefícios mais dignos, por assim dizer, do que os que o meu antigo chefe investidor-criador-de-vacas-empresário-da-construção-civil me oferecia.
De certa maneira, estou feliz.
Assim que conseguir arranjar um computador novo lá em casa (que o atual é uma carroça), as notícias serão mais freqüentes. Assim espero.
Saudades de visitar os blogues de vocês.

---

Agora vou lá, desfrutar o resto deste lindo dia de sol.

Hasta.
Publicado às 09:16 :: Diga algo, se achar que deve:




22.7.08
RAPIDINHA

Mudei de emprego. E tou trabalhando pra valer agora. Empresa grande, nenhum bovino à vista... apenas números, números e números.

Parece que algo aconteceu com meu perfil no orkut. Após 4 dias sem acessá-lo, ele está indisponível. Suponho que tenha sido roubado. O estranho é que eu NUNCA cliquei em links suspeitos e nem deixei a senha salva no meu ex-emprego. Muito estranho MESMO.

Enfim, só pra dar notícias... quando der, eu volto. Prometo.


Hasta.
Publicado às 13:24 :: Diga algo, se achar que deve:




9.7.08
CH-CH-CH-CH-CHANGES

Time may change me
But I can't trace time


Ó, só pra avisar: Período de mudanças radicais.

* A ausência será mesmo por tempo indeterminado, ainda não sei se constante ou não, mas por uma boa causa (queiram os céus).

* Dentro em breve não precisarei mais catalogar gado, nem servir café, e nem aturar as madames posudas magérrimas da Carlos Gomes.

* Síndrome de Maria Paula pegando com força total por aqui. Fraquejei, confesso. Mas aí eu redescobri as festas, as pessoas legais, a cerveja, o roquenrou, e tenho preferido a solteirice, espero que por muito tempo ainda.

* E, apesar de ter engordado cinco seis quilos, não me sinto mais tão incomodada quanto antes. Ainda mais quando reencontro velhos amigos e estes me dizem que estou mais "gostosa e saudável" do que nunca (uma vibe meio comida natural, mas tudo bem).

Então era isso. Notícias dadas.
Preciso organizar a bagunça toda, resolver assuntos pendentes e me preparar pro futuro. Ele tá logo ali, me acenando com um monte de promessas.

Beijosmeliguem.

E até a volta.




PS: Falando em mudança. preciso de um cabeleireiro competente e não muito careiro. Alguém me indica?
Publicado às 17:01 :: Diga algo, se achar que deve:




4.7.08
DE VACAS E ROQUENROU

I've been working all day
I've been thinking a lot
I've been doing some things
That are not quite right
*

Ando ausente da blogosfera nos últimos dias. Trabalho, trabalho, trabalho.
Juro que nunca na minha vida me imaginei uma semana inteirinha só catalogando gado (e servindo café com sorrisos falsos). Se eu já não tivesse deixado de comer carne há quase quatro anos, deixaria agora. Não agüento mais ver bovinos na minha frente.

Na real só passei pra lembrar que hoje começa o GIG ROCK, megafestival que rola no PORÃO DO BECO até o dia 13/07 (Dia Mundial do Rock). Serão mais de 40 bandas distribuídas em 10 noites, além de debates com convidados especiais nos dias 05 e 12/07.

A MORGAN LE FEMME, que foi citada hoje em uma reportagem do KZUKA como "uma das bandas independentes de rock que se destacou na cena musical gaúcha ", toca no DOMINGO, dia 06. Se tu ainda não conferiu o trabalho das gurias, essa é a chance. Recomendo (e não é só porque a guitarrista é minha irmã).


As "Morganas"


Clicando AQUI dá pra ver a programação completa do festival.


Agora, de volta às vaquinhas do chefe. :(
E que minhas preces sejam ouvidas e alguém me tire daqui. Logo.

And I guess it's just a phase
I don't know where I'm going...
*

Adiós.

* trechos de Mariane, da Legião.
Publicado às 15:12 :: Diga algo, se achar que deve:




Escrivinhando:

** Carol, a que era Rock4, lembra?


"Relatos em primeira pessoa não tornam um texto mais verídico. E nem menos. Vai por mim."


De tudo um pouco:

Hipérboles. Cotidiano. Literatura. Moda. Cinema. Música. Amenidades.

Alvorada / Porto Alegre.


Mais:

**Orkut
**Fotos
**Email
**Artistas Gaúchos
**Revista Veredas

I'm The current mood of carol_rock4 at www.imood.com


Leitura:

***Acendedor de Lâmpadas
***Adios Lounge
***Ask for Jazz
***Alemoon
***Amanda
***Biscoito Doce
***Bolero Revolto
***Cantos e Encantos
***Cartolina
***Chopp com Groselha
***Devaneios
***Dormi de Rímel
***Duhs, Clichês e Blablabla
***É de Cagar
***Eeepa!!!
***Essa Estranha Hospedaria
***Eu Não Sei Fazer Poesia
***Faxina
***Forever Dreaming
***Frases de Impacto
***Garotas que Dizem Ni
***Guided by Voices
***Intrigações
***Julia Medrado
***Literatura Plástica
***Looping Brain
***Mapa do Meu Nada
***Menina
***Memorandos num Quarto em Tom Sépia
***Minicontando
***Miss Hyde & Fragmentos
***Mulheres Classudas
***Mundo Efêmero
***No Grayscale
***Old Style
***Onicofagia
***On the TV Show
***O Outro Blog da Ana
***O Vale das Bonecas
***Paintbox
***Pão na Chapa
***Plain Vica
***Roger Jones
***Sequella
***Solo Urbano
***Strawberry Fields
***Tecla Maldita
***Te dou um Dado?
***Velhos Vícios
***Vida Bandida
***Vida Bizarra
***Where is my Mind?


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09/01/2003 - 06/07/2005


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**Leiaute feito por mim. Girafinha simpática copiada do Google Images.

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