7.2.11
She´s leaving home
Nos últimos anos, minha vida mudou muito. Eu mudei. O (meu) mundo mudou.
Não dava mais, era como se esse espaço aqui já não me pertencesse.
Carol Rock4 há muito não habita mais meu corpo. Muito menos minha alma.
Voltei a ser Carol. Szarko. E só.
Não dava pra ressuscitar este blogue. Não tinha mais a ver com quem eu sou. Por este motivo, todas as tentativas foram frustradas.
Se alguém ainda passa por aqui (e o contador de acessos me faz crer que sim), é importante que saiba: tou lá => Sereníssima.
"She´s leaving home, bye bye..."
Publicado às 21:46 :: Diga algo, se achar que deve:
6.8.10
Das coisas que (ainda) acontecem comigo
Acordei certa de exterminar com meu cabelo. Aniquilar. Não tenho mais idade pra cabelão. Curto. Decidi. E vai ser amanhã.
*
Mais ou menos dez horas. Ele vem na janelinha. E diz coisas elogiosas e, de repente, - “teu cabelo tá bonito” - assim, como se adivinhasse que era o último dia, que eu ia cometer a loucura, o pecado, que eu ia.
*
Mudei de idéia. Vai ser hidratação, escova e, de repente, aparar as pontas. E só.
*
E tinha o ressarcimento. Voltou mais tarde. Em dinheiro. Trezentos reais. Entreguei devagar, olho no olho, nota por nota: uma vez cinquenta, duas vezes cinquenta, seis vezes cinquenta.
- “Onde eu assino?” - como se não soubesse, como se a mesma pergunta não se repetisse há pouco mais de dois anos quase que semanalmente, como se não houvesse coisa melhor a ser dita.
Uma mão na minha, a outra no dinheiro: - “ Isso dava um belo jantar, não é?” Eu com os olhos fixos nos dele, os lábios grudados, a resposta em pensamento: - “ Não quero teu dinheiro, idiota. Quero teu amor.” Ele sorri e repete: - “ Isso dava um belo jantar” - talvez para certificar-se de que eu realmente não havia entendido, mas eu havia. - “ É ” - balbuciado desgrudando os lábios com muito custo.
- “ E como vou te convidar se eu não tenho o número do teu celular?” - com aquele sorriso lindo e sem vergonha; - “ não tem porque não quis ainda” – pensei e, num impulso, com letra trêmula, rabisquei no recibo de pagamento. Rasguei o papel, coloquei na mão dele: - “ agora tem” - mesmo sabendo que isso não muda muita coisa, que um número é só um número e que um pedacinho minúsculo de papel provavelmente sumiria em minutos dentro do bolso de uma jaqueta de couro de uma pessoa ocupada-atarefada-requisitada demais.
E, agora, esperar por algo que não acontece parece ainda mais doloroso.
Publicado às 23:40 :: Diga algo, se achar que deve:
e daí que eu passei quatro meses tentando decidir se fazia uma "reforma" nisso aqui ou se criava um blogue novo.
e não fiz nenhum dos dois.
dane-se.
o fato é que algumas coisas me sufocam.
e eu preciso escrever.
Publicado às 23:32 :: Diga algo, se achar que deve:
5.4.10
R E F O R M U L A N D O . . .
enquanto isso, encontre-me aqui.
hasta.
Publicado às 00:31 :: Diga algo, se achar que deve:
2.4.10
CHANGES
Pois é. Acabou o narcisismo. Ainda bem.
Vontade imensa de voltar a escrever como antes. Mas, pra isso, precisaria viver como antes também. Tanta coisa mudou...
Não consigo.
Aquela vida noturna, as festas, a popularidade... sinceramente, não cabem mais na vida que tenho hoje. Não sei se é bom, se é ruim, não sei.
Me falta o assunto, me faltam as palavras, me falta o recurso. Eu bem que tento, mas a coisa não rola.
Só queria contar que agora não sento mais de costas pra porta. O que também já não sei se realmente é vantagem ou não.
E, como eu disse no twitter dia desses: " O amor não correspondido, por si, não é ridículo. A persistência, quando em demasia, é."
:}
Publicado às 22:13 :: Diga algo, se achar que deve:
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