Estou em Gramado. Aliás, estamos. Eu e a Laurita.
Chegamos sexta, por volta das 23:00. No táxi, a caminho do hotel, avistei o termômetro perto do Belvedere do Quilombo marcando -3°C. TRÊS GRAUS NEGATIVOS! Acho que foi a temperatura mais baixa que já presenciei nos meus (cof) trinta e um anos de vida. Mesmo sendo o terceiro ano consecutivo em que desfrutamos de "mini-férias" por aqui, o frio de verdade ainda não nos tinha dado as caras.
Ontem de manhã, andamos de pedalinho no Lago Negro... coisa linda de se ver as pedrinhas de gelo boiando na água! A geada cobrindo tudo... só faltou a neve.
Uma pena que tudo o que é bom dura pouco. Infelizmente, retornaremos hoje à Alvorada City.
Laurita, além dos passeios, volta ainda com uma bela lembrança: conhecemos a Lili Aragão (a filhinha do Renato). Uma fofa! Minha pequena tá toda orgulhosa com a foto que tiraram juntas.
:)
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Tou sumida da internet por conta do meu novo emprego. Ando super atarefada, mas isto tem sido ótimo. Tou trabalhando num lugar legal, com atribuições pertinentes à minha experiência e meus conhecimentos profissionais e com um salário e benefícios mais dignos, por assim dizer, do que os que o meu antigo chefe investidor-criador-de-vacas-empresário-da-construção-civil me oferecia.
De certa maneira, estou feliz.
Assim que conseguir arranjar um computador novo lá em casa (que o atual é uma carroça), as notícias serão mais freqüentes. Assim espero.
Saudades de visitar os blogues de vocês.
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Agora vou lá, desfrutar o resto deste lindo dia de sol.
Hasta.
Publicado às 09:16 :: Diga algo, se achar que deve:
22.7.08
RAPIDINHA
Mudei de emprego. E tou trabalhando pra valer agora. Empresa grande, nenhum bovino à vista... apenas números, números e números.
Parece que algo aconteceu com meu perfil no orkut. Após 4 dias sem acessá-lo, ele está indisponível. Suponho que tenha sido foi roubado. O estranho é que eu NUNCA cliquei em links suspeitos e nem deixei a senha salva no meu ex-emprego. Muito estranho MESMO.
Enfim, só pra dar notícias... quando der, eu volto. Prometo.
Hasta.
Publicado às 13:24 :: Diga algo, se achar que deve:
9.7.08
CH-CH-CH-CH-CHANGES
Time may change me
But I can't trace time
Ó, só pra avisar: Período de mudanças radicais.
* A ausência será mesmo por tempo indeterminado, ainda não sei se constante ou não, mas por uma boa causa (queiram os céus).
* Dentro em breve não precisarei mais catalogar gado, nem servir café, e nem aturar as madames posudas magérrimas da Carlos Gomes.
* Síndrome de Maria Paula pegando com força total por aqui. Fraquejei, confesso. Mas aí eu redescobri as festas, as pessoas legais, a cerveja, o roquenrou, e tenho preferido a solteirice, espero que por muito tempo ainda.
* E, apesar de ter engordado cinco seis quilos, não me sinto mais tão incomodada quanto antes. Ainda mais quando reencontro velhos amigos e estes me dizem que estou mais "gostosa e saudável" do que nunca (uma vibe meio comida natural, mas tudo bem).
Então era isso. Notícias dadas.
Preciso organizar a bagunça toda, resolver assuntos pendentes e me preparar pro futuro. Ele tá logo ali, me acenando com um monte de promessas.
Beijosmeliguem.
E até a volta.
PS: Falando em mudança. preciso de um cabeleireiro competente e não muito careiro. Alguém me indica?
Publicado às 17:01 :: Diga algo, se achar que deve:
4.7.08
DE VACAS E ROQUENROU
I've been working all day
I've been thinking a lot
I've been doing some things
That are not quite right*
Ando ausente da blogosfera nos últimos dias. Trabalho, trabalho, trabalho.
Juro que nunca na minha vida me imaginei uma semana inteirinha só catalogando gado (e servindo café com sorrisos falsos). Se eu já não tivesse deixado de comer carne há quase quatro anos, deixaria agora. Não agüento mais ver bovinos na minha frente.
Na real só passei pra lembrar que hoje começa o GIG ROCK, megafestival que rola no PORÃO DO BECO até o dia 13/07 (Dia Mundial do Rock). Serão mais de 40 bandas distribuídas em 10 noites, além de debates com convidados especiais nos dias 05 e 12/07.
A MORGAN LE FEMME, que foi citada hoje em uma reportagem do KZUKA como "uma das bandas independentes de rock que se destacou na cena musical gaúcha ", toca no DOMINGO, dia 06. Se tu ainda não conferiu o trabalho das gurias, essa é a chance. Recomendo (e não é só porque a guitarrista é minha irmã).
As "Morganas"
Clicando AQUI dá pra ver a programação completa do festival.
Agora, de volta às vaquinhas do chefe. :(
E que minhas preces sejam ouvidas e alguém me tire daqui. Logo.
And I guess it's just a phase
I don't know where I'm going...*
Adiós.
* trechos de Mariane, da Legião.
Publicado às 15:12 :: Diga algo, se achar que deve:
25.6.08
FAMILIENGESCHICHTE
Hoje é Dia do Imigrante. Eu nem sabia, acho que nunca soube. Aliás, devo ter aprendido lá pela quarta série do primeiro grau (atual quinto ano do ensino fundamental, creio eu), que era quando se estudava A Imigração / Colonização do Rio Grande do Sul. Mas o registro perdeu-se em algum lugar obscuro do meu cérebro durante os vinte e um (!) anos que se passaram desde então. (Re)descobri hoje pela manhã, em algum site que eu já nem lembro qual (é, a memória não anda boa).
O caso é que a data me abriu uma brecha pra falar do assunto que vem preenchendo meu tempo nos últimos dias: minha árvore genealógica.
[parêntese] Em tempos em que a moda nos blogues é avacalhar com as celebridades (e suas variações, tipo ex, sub, pseudo, etc) ou ficar dando uma de "olha como eu sou cool" (e entendam isso como quiserem), creio que pouca gente há de se interessar por um texto deste tipo. Ainda mais compriiiiiiido. Mas, né. Tou nem aí. O blogue é meu e eu escrevo o que eu quiser. Não quer ler? Ninguém te obriga. [/parêntese]
Voltando ao assunto, desde pequena eu sei que os pais da minha avó paterna vieram da Alemanha de navio.
Sempre ouvi histórias de que durante a infância / adolescência da minha avó eles moraram em Santana do Livramento numa casa que ficava no aeroporto (?) e que eles conheceram todos os primeiros pilotos da Varig, que ficavam hospedados no tal lugar.
Muito ouvi sobre o irmão mais velho dela, que nasceu lá e veio pro Brasil com apenas quatro anos de idade, que virou um empresário respeitado, que já teve um cargo político, e que ele tinha alguma coisa a ver com a SOGIPA (que eu nunca tinha entendido muito bem o que era) e a quem eu vi poucas vezes na minha vida.
Pois bem, a minha bisavó tinha um diário, todo escrito em alemão, naturalmente. E daí que a minha avó, de quem eu herdei o gosto pelas letras, fez a tradução.
Eu, que sou por vezes tomada de interesses súbitos por determinados assuntos, resolvi ir mais a fundo nessa coisa toda. Pedi pra minha avó me contar novamente as histórias, desta vez prestando muito mais atenção nos detalhes. Ela fez melhor: me entregou o diário traduzido.
Fiquei emocionadíssima com o relato. Coisas que eu nem imaginava que fizessem parte do meu passado. De como meus bisavós se conheceram e se apaixonaram. De como o Sr. Wilhelm Theisen (bisavô) veio pra cá, foi trabalhador braçal, quase morreu de tifo, do tempo que ele levou pra conseguir juntar dinheiro pra que Auguste Borgers Theisen (bisavó) e o pequeno Gerd (tio-avô) pudessem também vir pra cá. De tudo o que eles passaram juntos, do nascimento da Marianna (minha avó) e das gêmeas Gisela e Isolde. Do tempo em que eles viveram em Livramento e presenciaram (sim!) os primeiros passos (vôos?) da Varig.
Devorei o diário e depois fui catar coisas na internet. E achei a História da Varig e das primeiras estações de pouso. Entre elas, Santana do Livramento. Fui pesquisar o tal envolvimento do meu tio-avô com a SOGIPA e tá tudo lá! A iniciativa de construir a sede social "nova" em 1963 foi dele, que também foi um dos primeiros presidentes.
Por coincidência (!!!) e por fatos que não vem ao caso, tive de ir até o clube na última segunda-feira. Eu já tinha estado no local umas duas ou três vezes, mas nunca havia reparado. Logo na entrada, uma foto grande do irmão da minha avó. Com aquela mesma expressão séria da qual eu tinha medo quando criança. Ao lado, em letras grandes e douradas: Sede Social Gerhard J. Theisen.
A sede social de um dos clubes mais importantes e conhecidos do Rio Grande do Sul leva o nome do meu tio-avô e eu nem sabia. Pra ver como são as coisas.
A Badi (minha avó) e eu, no casamento do meu pai, em setembro do ano passado.
Agora preciso trabalhar um pouco. Porque, afinal de contas, pesquisas genealógicas e textos para blogues não quitam minhas dívidas (infelizmente).
Auf wedersehen.
Publicado às 15:50 :: Diga algo, se achar que deve:
23.6.08
DESPEDIDAS
Calma, calma. Nem morri de gripe (ainda). Medo de ter uma overdose de Resfenol, mas nem.
Inteiraça, pronta pra outra.
E também não vou abandonar o blogue pela trocentésima segunda vez.
As despedidas são outras:
* Adeus fauno bonzinho do leiaute-tosco-infantil-de-inverno.
- Foi bom enquanto durou. (snif).
* Adeus celular.
- Perdoe-me por tê-lo perdido numa vila cheia de gente desonesta que não é capaz de devolver uma porcaria que não tem câmera, nem toques mp3, nem nada de muderno a uma vizinha pateta que não percebe quando o aparelho cai do bolso no pecurso até o mercadinho.
* Adeus liqüidificador.
- Perdoe-me por assassiná-lo da mesmíssima maneira que sua colega batedeira. (Guardar eletrodomésticos em cima da geladeira não tem sido uma boa idéia...)
---
E, como se não bastasse toda a zica do domingo, fecho o dia assistindo a reportagem rídícula do Fantástico ensinando a se "fantasiar" de Amy Winehouse. Pra piorar, ainda deram destaque à criatura mais tosca de Pernambuco que deve estar se achando A celebridade depois disso.
Aiai.
Esse mundo tá perdido. MESMO.
Publicado às 17:15 :: Diga algo, se achar que deve:
19.6.08
AAAAAAAATCHIM!
Pessoas, tou po-dro-na.
Tosse, espirros, coriza (argh), garganta ardida, dor em todo o corpo... aqueles sintomas básicos de uma criatura semi-acabada.
Certeza que eu não deveria ter vindo trabalhar hoje. Certeza. Ainda mais depois do chefe soltar a clássica "não fica bem pra uma secretária falar ao telefone desta maneira", referindo-se às minhas fungadas de cinco em cinco segundos. Foda, cara. Um dia eu deixo de ser a senhorita-certinha-caxias e mando tudo às favas. Pode escrever.
---
Já enchi o saco deste laeiaute tosco e ele não tem nem uma semana ainda. Providenciarei outro assim que o ânimo retornar a este corpo infectado pelo influenza. Nem eu agüento mais essa cara de fauno bonzinho me olhando todo dia.
Entonces, era isso. Vou ali tomar meu antigripal e volto outra hora.
Hasta.
Publicado às 16:09 :: Diga algo, se achar que deve:
16.6.08
TODA MULHER É MEIO... AMY?
Se elas podem, eu também posso.
Quem disse que é difícil improvisar uma fantasia? Chamei no excesso de delineador, pus uma pinta no rosto e tentei um topete bacanudo. Umas cervejinhas pra ficar no clima e voilá!
Pior foi chegar em cada às quatro e pouca da matina, não dormir quase nada e ter de ir buscar a avaliação da Laurita na escola. (Sem banho, porque... tava frio, né? Além do mais, seriam uns 20 minutos a menos de sono.) Só imagino o que não deve ter passado pela cabeça da profe ao me ver em tal estado. :(
Publicado às 17:24 :: Diga algo, se achar que deve:
13.6.08
PREVISÕES, OBSESSÕES & FESTINHAS
--- O Orkut diz:
--- O Wheater Channel diz:
--- Tia Carol diz:
É suficiente ou eu vou ter que esperar até o dia 21???
---
Obsessões repentinas e temporárias. A bola da vez tá aí, estampando o leiaute-tosco-infantil-de-inverno*. Tou lendo o livro, inclusive. Setecentas e cinquenta e duas páginas. Quase sem ilustrações. Fonte bem pequenininha. Mas vale a pena. Sonhei até que era uma ninfa, noite dessas. Esta recente afeição por faunos não está me fazendo muito bem, confesso.
*Créditos do leiaute na coluna da direita, beeeeem no final.
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Hoje tem DOIS shows da MORGAN LE FEMME, primeiro no MUTANTES BAR, depois no GARAGEM HERMÉTICA.
Festa à fantasia, em plena SEXTA 13. Mas, oi? Previsão de 5°C pra esta noite. Perfeito seria se eu pudesse me fantasiar de esquimó, ou de urso polar, ou algo que o valha. Com esse frio de renguiá cusco, não há criatividade que resista.
Vai ter DUFF. Mas chega CEDO. Fontes seguras me confirmaram que Homer Simpson estará por lá.
Publicado às 15:45 :: Diga algo, se achar que deve:
12.6.08
Da série: MORRO E NÃO VEJO TUDO
Dia dos namorados.
Eu já escrevi aqui a minha opinião sobre o assunto. Well, digamos que ela permaneça basicamente a mesma.
Mas, né. Tem gente que se puxa. Meeeeesmo. Dá uma olhada nesse site. Olha essa categoria.
Credo. Maldita inclusão digital, já diria alguém.
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Vasculhando os arquivos do Strawberry Fields Forever em busca do link pro textinho ali de cima, dei de cara com esse flaier. Deus meu! Áureos tempos de festinha no Tear.
Thiago Peduzzi de óculos (!!!) quando a Stratopumas ainda não tava nessa vidinha de "atividades suspensas" e ele nem sonhava ser ator ( = dar baquetadas nos dentes) em um comercial da Coca-Cola Zero.
Rodolfo Krieger quando era vocalista dos Efervescentes e nem sonhava (ou sonhava?) substituir o Bocudo na Cachorro Grande.
Eu, quando ainda era uma legítima Rock4, me entupindo de tequila de dois pilas, tendo amnésia alcoólica e contando isso no blogue.
Deu saudade.
Uma PUTA saudade.
:(
Publicado às 16:58 :: Diga algo, se achar que deve:
10.6.08
DONA CEGONHA JÁ ERA
Que se faça o sacrifício
e cresçam logo as crianças (Renato Russo - Aloha)
Eu já havia falado aqui há quase um ano atrás a respeito do meu despreparo em lidar com certas situações da vida de mãe. E, sério. Achei mesmo que ainda não fosse a hora.
Mas a televisão, sempre a maldita... Na quinta à noite, eu lavando louça, intervalo do Jornal Nacional. A chamada pro Vida e Saúde anuncia uma inovação nas academias: uma ginástica que fortalece todos os músculos que circundam a vagina, e blablabla, intensificando o ORGASMO.
- Manheeeeeeeeeee, que que é orgasmo?
- (...)
- Mãe? Não ouviu?
- Ah, desculpa, filha. A TV ligada, a torneira aberta... não ouvi não.
- O que é orgasmo?
- (...)
- Tu não sabe o que é, mãe?
- Sei sim, claro que eu sei. Quer um bombom de sobremesa?
- Quero saber o que é orgasmo.
Larguei os pratos, sequei as mãos no pano de prato com melancias cor-de-laranja, desliguei a TV e sentei no sofá ao lado dela.
- Flor, pra te explicar o que é isto, primeiro a “mamama” vai ter que te contar um monte de outras coisas que as meninas precisam saber quando ficam mocinhas.
- Eu já sou uma mocinha, mãe.
Respirei fundo e me utilizei de certos eufemismos, confesso. Ela é um bebê ainda. Só tem oito anos! Mas sem enganação. Aliás, nunca compactuei com histórias fantásticas tipo cegonha ou algo que o valha. Laurita sempre soube que “o papai colocou a sementinha na barriga da mamãe”, só não sabia de que maneira. Agora já sabe.
Pro meu espanto, a reação dela foi um ataque de risos, daqueles intermináveis e causadores de crises de soluço. Depois ficou séria. Olhou bem pra mim e soltou um ”Ai, mãe. Que nojo!”. Antes que eu dissesse qualquer coisa, ela continuou: ”Cadê o meu bombom?” E não tocou mais no assunto.
Não foi tão difícil quanto eu supunha. Creio que contar a verdade sobre Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Fada do Dente há de ser mais traumático.
O pior (para mim) foi no sábado. O pai dela tava lá em casa, fazendo uma visita. Nós dois conversávamos sobre trabalho (porque temos uma relação civilizada, apesar dos pesares) e ela ali, quietinha, nos observando com aquela carinha deslavada que eu conheço tão bem. Eu juro que pude visualizar um balãozinho de pensamento (aqueles de histórias em quadrinhos) pairando sobre a cabeça dela: ”Eu sei o que vocês fizeram. Hahaha.”
Triste e desempregada, a cegonha vagueia pelas ruas. Não se faz mais crianças como antigamente...
* Curioso(a) com a tal ginástica? Clicando aqui dá pra assistir o vídeo na íntegra.
Publicado às 09:47 :: Diga algo, se achar que deve:
5.6.08
TIA CAROL VAI AO CINEMA
Daí ontem, finalmente, eu fui assistir O Príncipe Caspian.
Já comecei escolhendo o cinema errado, pra variar. Porque tem aquela promoção no Arco Íris do Bourbon Assis Brasil, quarta-feira todo mundo paga meia e tal. Beleza, não fosse o mero detalhe de que a cópia exibida na sala era legendada, o que dificultaria a compreensão da Laurita, já que pra uma criança de oito anos é obviamente complicado prestar atenção nas letrinhas rápidas e no que acontece na tela ao mesmo tempo.
De última hora, optei pelo GNC Lindóia, onde a cópia era dublada e onde eu achava que também existia a promoção às quartas. Achava, pretérito imperfeito, veja bem. Na bilheteria pude constatar que a promoção era às terças. Mas tudo bem, paguei o ingresso normal, afinal já estava lá mesmo.
Pra minha surpresa, a sala estava va-zi-a. Laurita deu-se ao trabalho de contar: doze pessoas, incluindo nós duas. Por mim tudo bem, porque eu odeio barulho em cinema e, em filme infantil (?), isso é praticamente inevitável, convenhamos.
Eu não sou especialista em cinema porcaria nenhuma e nem gosto de me meter a falar sobre coisas das quais não entendo. Por isso, não é uma crítica do filme que o prezado leitor terá a seguir. São apenas as minhas impressões pessoais sobre a adaptação do segundo livro das Crônicas de Nárnia (que, por sinal, eu ainda nem li).
A primeira coisa que me veio à mente (e que me perseguiu durante todo o filme) foi: "este ator que faz o Caspian lembra muito a Priscila Fantin". Não sei de onde tirei isso, porque hoje, comparando as fotos, vi que nem tem muito a ver, não. Aliás, quase nada.
O pavor tomou conta do meu ser ao ouvir a primeira frase pronunciada pelo personagem Edmundo. Gaaaaaaaaahhhh! Quem escolheu o dublador do menino merece a morte. Tá certo que ele é um adolescente, e que todo rapazinho nessa época fica com aquela voz meio esganiçada e tal. Mas agüentar uma taquara rachada durante as duas horas e meia da trama é brabo. Graças aos céus, ele não tem muitas falas. (Ufa!)
Quanto ao filme, eu já tinha lido por aí que era muito mais violento que o primeiro, mas a pancadaria superou minhas expectativas. Confesso que causou-me certa estranheza assistir à morte de vários narnianos (os mocinhos!) em um filme da Disney. Senti uma pena terrível principalmente do minotauro que, após o fracasso da invasão do castelo dos telmarinos, fica lá, segurando a porteira pros sobreviventes poderem fugir até não agüentar mais, literalmente. Quando ele perde as forças e o troço cai em cima dele, é de partir o coração.
Falando em minotauro, se tem algo que eu goste mesmo, são estes seres mitológicos. Acho de uma profundidade psicológica absurda. E os centauros, então? Mas, meus prediletos, são os faunos. Aliás, meu personagem preferido do primeiro filme é o Sr. Tumnus. Juro que fiquei esperando que ele aparecesse de uma hora pra outra durante a trama inteira, mesmo sabendo que, tendo se passado mil e trezentos anos em Nárnia, isso não aconteceria. Ah, e que fique bem claro: não se trata de nenhum desvio sexual (zoofilia?) eu nutrir certa afeição por uma criatura meio homem meio bode. É apenas meu lado infantil, que adoraria ser convidado pra tomar chá e comer sardinhas em frente à lareira numa caverna gelada.
E teve também, isso já no final, o tal beijo da Susana e do Caspian que rendeu uma certa polêmica entre os adoradores da obra de C.S. Lewis. Ora, em adaptações cinematográficas sempre tem alguém pra enfiar um romace no meio, né? Isso é líquido e certo. Mas não achei de todo mal, pelo contrário. Depois de tanta porrada, uma bicotinha gerou um clima "paz e amor" pra amenizar a coisa toda.
Mas, resumindo: muita ação, muitas mortes, o Aslam que deu o ar de sua graça só nos últimos minutos mas que salvou a pátria, tudo bem bonitinho. A mim, agradou. À Laurita, também. Aos críticos, parece que nem tanto. Normal, não é?
A continuação (A Viagem do Peregrino da Alvorada), só em 2010, dizem. O negócio é esperar.
---
Mais:
*** A Editora Martins Fontes reuniu os sete livros das Crônicas de Nárnia em um volume único (econômico pacas!). Dá pra comprar pelo Submarino com um baita desconto e frete grátis. Sinto-me prestes a aumentar (ainda mais) minha dívida com o Itaucard nos próximos minutos. ^^
*** Coisinhas queridas da tia Carol (Lucy Pevensie e Sr. Tumnus) em cena fofinha do primeiro filme:
;)
---------- Aos desavisados:
Quando, no meio dos meus posts, aparece uma palavrinha colorida, trata-se de um link. Se você posicionar o cursor do mouse sobre ela, poderá ler uma explicação básica ou um comentário a respeito do assunto. Clicando, será redirecionado ao site em questão.
É simples, mas tem gente que não sabe.
Publicado às 11:50 :: Diga algo, se achar que deve:
2.6.08
SOU MAIS EU, babe.
eu, cagada de medo do mendigo tarado - por Maurício Melo
Quem é leitor deste blogue há mais de dois meses deve lembrar da história do vestido pro casamento da minha melhor amiga.
Pois é. Precisada de grana que eu estou, resolvi apelar pra todos os meios. Mandei o texto pra Revista Sou + Eu e, o resultado, vocês podem conferir na seção comédia da EDIÇÃO Nº 80 (29/05 a 04/06), que está nas bancas (baratinha - R$ 1,99).
Ah, sim. Quanto aos credores, já aviso: nem adianta ligar. O dinheiro que dizem na matéria que eu ganhei, ainda não apareceu na minha conta. E, quando aparecer, terá um destino muito mais interessante do que pagar dívidas. Podem ter certeza.
;)
Publicado às 16:36 :: Diga algo, se achar que deve:
29.5.08
Chove chuva. Chove sem parar.
Alguém disse que o ápice do inferno astral é justamente o final dele? Deve ser. Só pode.
Porque, cá entre nós. A pobre criatura tem vivido praticamente enclausurada há séculos. Aí resolve sair pra festejar (?) o aniversário e o que acontece? Chuva. Muita chuva. E frio. Bem dizia minha mãe que não presta comemorar com antecedência. Mas tipo... depois da meia-noite já será dia 30, então tudo bem, não deve ser por isto. o_O
Pois, como eu ia dizendo, tá frio. Mas é só lá fora. Eu tou a ponto de explodir, neste exato momento. Porque, né. O senhor doutor tem ar condicionado na sua cobertura. Aí sai de lá, senta confortavelmente o traseiro no seu automóvel e regula a temperatura, na boa. Chega ao escritório com uma Lacoste de mangas curtas e, claro, liga o aparelho no máximo de quente que um ser vivo pode suportar. Dizem que tá 10°C na rua. Aqui dentro deve estar o triplo disso (ou mais). Choque térmico previsto para a hora do almoço.
E aí o meu pai me liga perguntando o que eu quero ganhar de aniversário. Poxa, assim, de supetão. Eu quero preciso de tanta coisa. Uma viagem (relaxante) pra Serra, que este ano infelizmente acho que não vai rolar. Um roupeiro novo, que o meu tá desabando (literalmente). Um colchão, porque o meu tá com uma cratera bem no meio que me impede de desfrutar das (poucas) horas de sono que eu tenho. Um aparelho de som novo, porque aquele meu pré-histórico agora embestou de não ler CDs. Um MP4, porque minha filha não agüenta mais ter que me emprestar o dela. Uma batedeira, porque eu terminei de escangalhar com a minha deixando ela cair (outra vez) de cima da geladeira. Umas roupas novas, porque depois dos últimos dois meses (e cinco quilos a mais) tá difícil conseguir variar. Um jogo de panelas, porque as minhas (sobreviventes) tão amassadas, sem cabo ou tortas. E por aí vai, citando só coisas de primeira necessidade.
Mas, né. Eu fico sem jeito de pedir presentes. Mesmo. Aí eu desconversei. Depois mandei por e-mail a minha Lista de Desejos do Submarino, aquela que eu criei há uns dois anos e da qual NUNCA ganhei nada (exceto as coisas que eu mesma comprei). Veremos no que vai dar.
Publicado às 12:12 :: Diga algo, se achar que deve:
27.5.08
Larga desse papo e vem dançar um rock'n'roll (Morgan Le Femme - Larga Desse Papo)
Através de amigos em comum, no final de 2005, três jovens garotas conheceram-se e começaram a traçar seu destino. Na época, as três eram uma espécie de quebra-galhos de uma banda de metal melódico.
Em março de 2006, após manifestarem suas insatisfações, Mick, Djum e Panny decidiram largar o metal (ainda bem!) e montar uma banda só de meninas, pra tocar roquenrou de verdade. Faltava, porém, uma integrante. Foi aí que a Gabi uniu-se ao grupo para completar festa.
Há cerca de um ano atrás fiz uma entrevista com elas e, não sei porque cargas d´água, acabei não publicando. Na época, a banda ainda se chamava "Morgan Le Fay". Depois disso, elas descobriram uma homônima, e então passou a chamar-se "Morgan Le Femme". A seguir, alguns trechos da conversa:
C: - Por que Morgan?
M: - Gostávamos da sonoridade do nome. A partir disto, buscamos na internet tudo que se relacionasse a ele. Encontramos várias coincidências entre a história de Morgan Le Fay e nossa própria história.
C: - E quais seriam estas coincidências?
M: - A primeira delas diz respeito às iniciais dos nossos nomes. São exatamente as mesmas dos nomes das sacerdotisas dela. A segunda é o M, de Morgan, que é a inicial de nossos sobrenomes (Maia, Marques, Moser e Moraes). Também é a primeira letra do nome do estúdio onde ensaiamos (Mossom) e do local onde estávamos quando surgiu a idéia da banda (Musitek). E por aí vai...
C: - A maioria do repertório do show é de covers, certo? O que levam em consideração na hora de escolher as músicas? Estas bandas são as maiores influências de vocês?
M: - Nossas principais influências são clássicas: The Beatles, Stones, Creedence, Janis Joplin, além de Raul e algumas bandas gaúchas como, por exemplo Cachorro Grande, Pata de Elefante e Identidade. Pra montar o repertório, pegamos músicas destas bandas, mas nem sempre as mais conhecidas. Se rolar aquela adrenalina, aquele clima na hora em que estivermos no palco, então sabemos que a música é perfeita pra nós. Aconteceu assim com Helter Skelter (Beatles) e Born On The Bayou (Creedence).
C: - Não é todo dia que vemos por aí "garotas que tocam de verdade". Qual a reação do público ao ver que vocês não são apenas rostinhos bonitos?
M: - O público nunca espera muita coisa... rola aquele velho preconceito. Mas, ainda assim, a grande maioria tem curiosidade e resolve conferir. Eles acabam surpreendendo-se com nossa dedicação e gostam do repertório.
C: - Vocês tem o apoio de músicos mais experientes?
M: - Desde nosso primeiro show no Garagem Hermética, que foi em um festival, tivemos a sorte de sempre ter alguém influente na platéia.
Estamos tendo a oportunidade de conhecer muita gente bacana da cena musical de Porto Alegre. Eles identificam-se com nossa música e ficam felizes pelo fato de sermos meninas que levam o rock a sério. Daí nos apoiam, nos convidam pra tocar com eles, o que acaba sendo uma baita divulgação do nosso nome.
C: - Quais os próximos passos da banda? Pensam em gravar demo, tocar em rádio, fazer mais shows?
M: - Estamos amadurecendo nossas idéias, ganhando experiência e e nos concentrando pra isso. Vamos continuar tocando covers por algum tempo e, aos poucos, incluindo músicas próprias no repertório. Pensamos em gravar uma demo sim, mas por enquanto não há "recursos financeiros", hehehe.
C: - E quais as expectativas em relação ao futuro?
M: - Levamos a música e a nossa banda muito a sério. Queremos fazer muitos shows, estar no "meio" e quebrar o tabu de que meninas não sabem tocar e, quem sabe, servir de incentivo pra muito talento feminino que está escondido por aí.
C: - E , finalizando, por que assistir um show da Morgan?
M: - Pra se surpreender, se divertir e chacoalhar o esqueleto ao som de muito roquenrou!
*
Quase um ano depois, elas já acrescentaram um número razoável de músicas próprias ao repertório. Fazem cerca de 8 shows por mês e, no próximo final de semana, entram em estúdio pra gravação da primeira demo : Larga Desse Papo. Ah, e só pra constar... o estúdio é o Marquise 51 (mais um M pra coleção das gurias).